Em 1839, o Conde da Boa Vista, Francisco do Rego Barros, presidente da província de Pernambuco, assinou lei que autorizava a construção de um teatro público para a capital, Recife.
Para contornar a dificuldade da criação de um projeto e sua execução, Rego Barros mandou vir da Europa engenheiros, matemáticos, técnicos e operários, entre eles, Louis Léger Vauthier, o engenheiro responsável pela execução do projeto, que chegou ao Recife em setembro de 1840.
Dez anos depois, em 18 de maio de 1850, era inaugurado no Campo do Erário (posteriormente Praça da República) o Teatro de Santa Isabel, em homenagem à Princesa Isabel, filha do Imperador.
O Santa Isabel era o centro cultural e o local do exercício da cidadania no Recife e lá muitos discursos foram proferidos, a favor da emancipação e também pregando outras causas. O que não faltava naquela província eram boas causas e bons oradores (à esquerda foto do saguão).
Como casa de espetáculos, o Santa Isabel recebeu inúmeras companhias líricas estrangeiras, além de várias companhias teatrais nacionais que firmavam com a direção do teatro longos contratos.
Em 1859, o Imperador Pedro II, em visita às províncias do Norte, festejou seu aniversário no Recife com um grande espetáculo de gala realizado nas dependências do lindo teatro.
Em 1869, um incêndio quase destruiu o prédio. De Paris, o engenheiro Vauthier passou instruções para o engenheiro Pereira de Magalhães e em 16 de dezembro de 1876, o Santa Isabel foi reinaugurado.
Em 161 anos de existência, o teatro já passou por três reformas. A mais recente foi em 2002, custou cerca de R$ 8,5 milhões e dela participou a Fundação Joaquim Nabuco, o que dá esperanças de que seja se não a definitiva, pelo menos a mais duradoura. O que depende, evidentemente, de boa conservação...
A arquitetura neoclássica de meados do século XIX está agora aliada à modernidade. A reforma fez uso da tecnologia que permitiu inovações na estrutura do teatro em si e no conforto para os espectadores. O teatro é sede da Orquestra Sinfônica do Recife.
fonte: o globo