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Museus europeus celebram os 150 anos de Klimt em 2012


Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
A tela do austríaco Gustav Klimt (1862-1918) O beijo, estrela do Museu vienense do Belvedere, terá sua popularidade em ascensão em 2012, ano em que se celebra os 150 anos do nascimento do pintor, precursor do expressionismo alemão.
Artista excepcional, em rebelião contra a burguesia e os costumes da época, Gustav Klimt, nasceu no dia 14 de julho de 1862 numa cidade perto de Viena, Baumgarten. Foi um dos fundadores, junto com o também austríaco, Egon Schiele (1890-1918), do movimento Jugendstil e da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, assim como de seu jornal, Ver Sacrum.
Associado ao simbolismo, destacou-se no movimento Art nouveau austríaco. Membro honorário das universidades de Munique e Viena, seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena.
Mas, além da pintura, também fazia arte decorativa, participando da criação dos Wiener Werstätte (Ateliês vienenses, 1903-1932) junto com os arquitetos Otto Wagner (1841-1918), Josef Hoffmann (1870-1956) e Adolf Loos (1870-1933), e com o pintor e decorador Koloman Moser (1868-1918).
Os Wiener Werkstätte eram, então, um centro de criatividade em matéria de arquitetura, decoração, artes da mesa, moda, tapeçaria, encadernação e fotografia.
A pintura de Klimt, com a frequente utilização do dourado, evoca a "Idade de Ouro" de Viena, uma época em que a capital da Áustria ostentava uma vida intelectual e artística comparável à de Paris ou Berlim.
Nessa mesma Viena viviam o fundador da psicanálise Sigmund Freud (1856-1939), os pintores Oskar Kokoschka (1886-1980) e Egon Schiele, os arquitetos Otto Wagner, Adolf Loos e Josef Hoffmann, os compositores Gustav Mahler (1860-1911), Arnold Schönberg (1874-1951), Alban Berg (1885-1935), Anton von Webern (1883-1945) e Fritz Korngold (1897-1957), além dos escritores Arthur Schnitzler (1862-1931), Karl Kraus (1874-1936), Robert Musil (1880-1942), Stefan Zweig (1881-1942), Franz Werfel (1890-1945), Joseph Roth (1894-1939), Ödon von Horvath (1901-1938) e Heimito von Doderer (1896-1966).
Um dos quadros mais caros do mundo, o Retrato de Adèle Bloch-Bauer I, assinado em 1907 por Gustav Klimt, atingiu um recorde numo leilão organizado em 2006 nos Estados Unidos. Foi arrematado por 135 milhões de dólares (104 milhões de euros). A venda teve uma grande repercussão, por ter sido, além de sua beleza, o primeiro caso de devolução de uma obra de arte apreendida pelos nazistas a um colecionador judeu.
A tela apresenta uma visão estonteante de Adele Bloch-Bauer, mulher de um industrial judeu comerciante de açúcar, serenamente pintada em tons alvos, com a figura sinuosa polvilhada por partículas de ouro, em pormenores intrincados.
O novo dono do cobiçado retrato - considerado a obra-prima de Klimt e um dos expoentes da ′art nouveau` 1862-1918) - é um magnata americano da cosmética, Ronald S. Lauder, que chegou a expô-lo na Neue Galerie de Manhattan, especializada em arte austríaca e alemã e da qual é proprietário.
"Este quadro é a nossa Mona Lisa. Foi uma aquisição única", disse Ronald Lauder, logo depois do leilão.
Para os 150 anos de nascimento de Klimt, os museus vienenses organizam várias exposições, desde sua arte de decoração, no Burgtheater, o teatro mais antigo de Viena e no museu de Belas Artes (Kunsthistorisches Museum, KHM), a desenhos, quase desconhecidos do público.
O Belvedere apresentará, excepcionalmente, todo o seu acervo de quadros do artista (de 6 de julho a 2 de setembro).
O Museu Albertina dará ênfase aos desenhos de Klimt (de 14 de março a 10 de junho deste ano), enquanto que o Museu Leopold abordará a vida privada do artista, através de sua correspondência (de 24 de fevereiro a 27 de agosto).
Já o Museu de Belas Artes (KHM) organizará, nas majestosas escadarias do edifício, visitas guiadas aos trabalhos de decoração realizados por Klimt e seus alunos. Uma residência inteiramente ornamentada pelo artista, pouco antes de sua morte, abrirá as portas ao público durante o verão europeu.
Além disso, um centro Klimt dedicado à documentação será inaugurado no dia 14 de julho no lago Attersee, na Alta Áustria, a oeste de Viena.
A primeira referência do ano à obra de Klimt pôde ser vista no dia 1º de janeiro, através do vestuário laranja e dourado do Balé da Ópera de Viena, apresentado no Belvedere, durante o tradicional concerto de Ano Novo da Orquestra Filarmônica de Viena.
Klimt faleceu no dia 6 de fevereiro de 1918.
Da AFP Paris

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