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Dilma lamenta ausência de seu Caravaggio preferido em exposição

A presidente Dilma Rousseff inaugurou nesta sexta-feira (5) a exposição de seis obras do artista italiano Michelangelo Caravaggio (1571-1610) no Palácio do Planalto. No discurso que fez na abertura,  a presidente lamentou que seu quadro preferido do pintor, “Cupido Adormecido” (1608), não esteja na mostra.“‘Lamento, viu, embaixador, que a [pintura] que eu mais gosto não tenha vindo, que é o Cupido Adormecido. Mas, tem outras tão ou mais bonitas para muitas outras pessoas”, disse a presidente, se dirigindo ao embaixador da Itália no Brasil, Gherardo de La Francesca, também presente ao evento.

Dilma revelou que Caravaggio foi um dos pintores que mais a “impressionou”. “A vida dele é extremamente dramática – para não dizer em alguns aspectos trágica – mas ele sempre foi um grande, um grande degustador da vida. E isso está expresso em cada pintura que ele nos legou”, afirmou a presidente.
A exposição “Caravaggio” encerra a programação do Momento Itália-Brasil 2011-2012, promovido pelas embaixadas dos dois países.
Os seis quadros levados a Brasília são os principais da exposição “Caravaggio e seus seguidores”, que passou por Belo Horizonte e São Paulo e seguirá ainda para Buenos Aires, na Argentina.Dilma discursou durante a cerimônia ao lado dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Marta Suplicy (Cultura), além do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto.A presidente aproveitou para citar que o Palácio do Planalto, onde ocorre a exposição, é uma “obra moderna” e que deve servir para “várias coisas”. “Serve para a gente passar os dias gerindo e se esforçando para governar bem o Brasil, mas deve servir, também, para que a gente possa expor grandes pintores”, afirmou.
Sucesso de público
Durante a passagem por Belo Horizonte e São Paulo, a exposição “Caravaggio e seus seguidores” teve média diária de público de 30 mil pessoas. Dilma comemorou o sucesso da mostra no Brasil.

“É um encantamento poder permitir que milhares de brasilienses que nasceram aqui ou que visitam essa cidade tenham acesso a essas seis obras. Elas vêm de uma trajetória de uma quantidade imensa de gente procurando, fazendo fila, ficando horas na fila em São Paulo, em Minas Gerais, para ver essas seis telas”, disse.A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse que o governo tem se empenhado para ampliar o acesso a museus no país. Empossada há três semanas no cargo, esta foi a primeira cerimônia oficial  da qual a ex-senadora participou.
“Temos tido empenho grande para que nossos museus possam ter maior acesso de público porque todas essas exposições que acontecem em instituições privadas ou publicas, quando são de boa qualidade, o povo vai e gosta. Temos hoje percentual de pessoas que buscam qualidade e conhecimento”, afirmou a ministra.
De acordo com a ministra, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) estuda a ampliação dos investimentos no setor a fim de melhorar a difusão de acervos na internet e a circulação nacional e internacional das obras.
fonte: globo.com

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